As vendas de geleia aumentaram no Reino Unido no mês passado após a morte da rainha Elizabeth II, que publicamente declarou predileção pelo produto em um esquete televisiva amplamente vista e com a participação do Urso Paddington pouco meses antes de morrer. A demanda por geleias — geralmente feito de frutas cítricas, como laranjas, limões ou limões — cresceu quase 20% após a morte do monarca em 8 de setembro, de acordo com dados e a empresa de consultoria Kantar.
A empresa ligou a onda às homenagens feitas para a rainha após a sua morte, quando multidões de pessoas deixaram potes de geleia e sanduíches como símbolo de admiração. O fluxo levou funcionários dos Parques Reais a implorar aos visitantes que deixassem apenas flores.
A Kantar fez a descoberta enquanto investigava o comportamento dos compradores britânicos em meio a uma crise nacional de custo de vida, durante a qual a inflação dos preços dos supermercados subiu para 13,9% — uma alta recorde desde que a empresa começou seu método de rastreamento de preços durante a crise financeira de 2008. “Um destaque dos dados deste mês foi o aumento das vendas de geleias em 18% à medida que o país prestava homenagens à Rainha”, disse a empresa.
A predileção da rainha por geleias veio à público durante as celebrações do Jubileu de Platina, em junho. “Talvez você gostaria de um sanduíche de geleia. Eu sempre guardo um para emergências”, diz Paddington à rainha no esquete, enquanto os dois se sentam para tomar chá para marcar os 70 anos de Elizabeth no trono.
“Eu também”, respondeu a rainha ao urso fictício, antes de abrir sua famosa bolsa preta. “Eu mantenho o meu aqui”, disse ela enquanto levantava um sanduíche, acrescentando, “para depois.”
Essas palavras – “para depois” – foram rapidamente adotadas por muitas pessoas de luto pela rainha. Muitos rabiscaram a frase em notas manuscritas com geleias e sanduíches que deixaram para a rainha.
Os tributos, em parte, provocaram a Royal Park, responsável por cuidar dos oito espaços verdes reais de Londres, a emitir um apelo: “Preferimos que os visitantes não tragam objetos não florais”, escreveu a instituição de caridade em seu site oficial na época.
WASHINGTON POST





