O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta quarta (12/10), em Belo Horizonte (MG), da inauguração de um templo da igreja evangélica Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro Santiago.
Junto ao governador reeleito Romeu Zema (Novo), o mandatário acompanhou uma sessão de cura e ouviu Valdemiro pedir jejum de 12 horas até o dia da eleição pela “nação, pelo presidente e pela primeira-dama”.
O apóstolo e sua equipe também repetiram em alguns momentos os mantras de Bolsonaro durante a sua campanha, com celebração do desempenho econômico do atual governo e críticas à esquerda.
Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, é visto como crucial para levar o segundo turno. O presidente foi derrotado na primeira volta no estado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) —48,3% a 43,6%.
Bolsonaro discursou em um carro de som montado do lado de fora do templo. Aos evangélicos repetiu o discurso de que o Brasil teve êxito no combate à pandemia de Covid-19 —o país acumula, até agora, quase 687 mil mortes devido à doença, atrás apenas dos EUA— e defendeu uma pauta conservadora.
O presidente exaltou que o Brasil é um país majoritariamente cristão, mas que respeita todas as religiões.
“Um país abençoado e que vive em liberdade. E nós, além das questões materiais, temos as espirituais. Aqui nós somos 90% de cristãos, mas respeitamos todas as religiões, bem como aqueles que não têm religião nenhuma. Porque respeitamos a liberdade do nosso povo”, afirmou o chefe do Executivo.
Desta vez, o presidente não fez ataques ao Supremo e a Lula. A única menção ao rival foi ao afirmar que ele é a favor da legalização das drogas —o plano de governo do petista, porém, não prevê essa medida.
Folhapress





