Em seu primeiro comício desde que sua casa foi revistada pelo FBI no início de agosto, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou seu sucessor Joe Biden de ser um “inimigo do Estado” durante um comício na Pensilvânia no sábado (3/9).
Respondendo aos ataques de Biden de dois dias antes, Trump classificou a operação policial do mês passado de paródia judicial, alertando que ela poderia causar uma reação “que ninguém nunca viu”.
A busca da polícia federal na casa do republicano em Mar-a-Lago encontrou dezenas de documentos confidenciais de propriedade do governo.
“Não pode haver um exemplo mais claro das verdadeiras ameaças à liberdade do que o que aconteceu há algumas semanas, quando assistimos a um dos mais chocantes abusos de poder por parte de um governo na história do Estados Unidos”, afirmou Trump.
Sua insinuação de que o governo Biden estava envolvido na operação questiona a adesão aos antigos protocolos de que o Departamento de Justiça e o FBI agem independentemente da Casa Branca. “O perigo para a democracia vem da esquerda radical. Não da direita”, disse Trump aos apoiadores, em tom de combate.
No comício, Trump também classificou o FBI e o Departamento de Justiça de “monstros cruéis”.
Ele descreveu os Estados Unidos como uma nação em declínio, um tema que se tornou um marco em suas falas públicas pós-Casa Branca, e alegou mais uma vez, falsamente, que venceu as eleições de 2020.
Na quinta-feira (1°), Biden havia chamado Trump e os “extremistas” que o seguem de inimigos da democracia, durante um discurso na Filadélfia com o qual procurou encorajar seus apoiadores antes das eleições de meio de mandato em novembro, quando parte do Congresso será reeleito.
Biden atacou particularmente os republicanos que defendem a ideologia MAGA (Make America Great Again), slogan de Trump em sua bem-sucedida campanha presidencial de 2016. Ele os acusou de estarem determinados “a levar o país para o passado”.
AFP





