17/09/2026

Três mulheres são presas em operação do MP contra tráfico de drogas no CDP de Caraguatatuba.

O Ministério Público deflagrou na manhã desta quarta-feira (5/4) uma operação contra o tráfico de drogas no CDP de Caraguatatuba (SP). Entre os oito alvos, três mulheres foram detidas na ação e outros quatro homens já estavam na cadeia. Uma mulher segue foragida.

Essa é a segunda fase de uma operação que tem como objetivo desmantelar uma associação criminosa que levou e traficou drogas dentro da prisão. O MP afirma que o grupo integra uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios em São Paulo.

A ação conta com apoio do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar e tem como alvo oito pessoas, que tiveram mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Três mulheres foram presas nesta quarta em Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião. Dois celulares e cartas atribuídas à facção criminosa foram apreendidos na operação.

Principal investigado, Marcelo Pimenta Fernandes, que atuava como agente penitenciário no CDP, já estava preso desde 2021. Ele e a amante Tatiana Janine Lombardi foram presos em flagrante por tráfico de drogas na primeira fase da operação em dezembro de 2021.

Os dois já tem uma condenação de outubro de 2022 pelo caso. Na época, ao g1, a defesa da mulher negou envolvimento no crime e recorria em liberdade. Ela é um dos alvos da ação nesta quarta e seguia foragida. Ninguém foi encontrado no apartamento em que ela morava em Taubaté.

A defesa de Marcelo afirmou que o réu não admitiu a entrada de drogas no CDP de Caraguatatuba no processo, apenas no momento da prisão em flagrante, quando estava desacompanhado dos advogados. Nos autos, ele negou o crime e recorre da decisão. Sobre a operação desta quarta, as advogadas disseram não ter conhecimento e que irão aguardar a citação para se manifestar.

Os demais alvos são apontados na denúncia com funções diversas na quadrilha:
Três detentos que orientavam os demais sobre o esquema e forneciam drogas;
Três mulheres, sendo duas delas esposas de presos, que recebiam e repassavam informações sobre a facção. Uma delas também entrava com drogas no presídio enquanto outra ajudou a aliciar o agente penitenciário para o esquema.

Investigação

A investigação acontece desde dezembro de 2020. Segundo o MP, o agente penitenciário se integrou com membros de uma facção criminosa. No esquema, eles recebiam propina para entrar com drogas e celulares no CDP em Caraguatatuba.

Os agentes em contato com os presos permitiam a entrada de drogas com outros denunciados em visita a presos, burlando o sistema de segurança da unidade.
Vanguarda

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