Olá, queridos leitores! Hoje venho trazer para vocês uma opinião mais crítica referente ao grande assunto de redução de juros do empréstimo consignado que ocorreu nas últimas semanas.
Como todos nós estamos sabendo, houve diversas mudanças no consignado referente a questão de taxação de juros.
O Conselho da Previdência tomou a decisão de baixar os juros sem dialogar com os agentes do mercado, gerando uma paralisação quase que de 100% referente a oferta dessa modalidade de crédito, que hoje representa mais de 17 milhões de contratos ativos e 350 bilhões de reais em circulação.
Na visão dos agentes a decisão de baixar a taxa para 1,70%, imposta primeiramente pelo Ministro da Previdência Carlos Lupi, foi uma intervenção totalmente sem um raciocínio que acarretaria numa avalanche de desempregos absurda.
Vejamos um exemplo: o Governo baixa o teto de juros, logo ocorre paralisação de oferta do crédito. Assim sendo, promotoras e correspondentes bancários ficam da noite para o dia literalmente de mãos atadas.
Empresas não iriam manter colaboradores pois a operação não teria viabilidade econômica. Desemprego seria gerado. Os próprios aposentados e pensionistas do INSS que, por teoria, iam ser beneficiados por essa redução, se prejudicaram.
Afinal, como iriam ter acesso a esse crédito sem que os maiores bancos tivessem a oferta? De fato, que isso tudo causaria, como causou, a ida dos mesmos a buscar um crédito com taxa de juros maiores, que observamos muito em financeiras: algumas delas ofertando na casa de 17% a.m, exatamente caro leitor, 17% a.m. Então, obviamente, que essa decisão iria ser revista.
E chegamos ali ao “meio-termo”, aquela famosa situação “nem para você e nem para mim”, traduzida em 1,97%.
Gostaria de colocar uma frase do Presidente da Febraban: “Nenhum dos bancos ofertantes com participação relevante [no mercado] conseguiu ofertar esse produto. A estrutura de custos não era suportada dentro do novo teto, e tivemos 95% de interrupção de oferta. Quando há uma intervenção sem racionalidade econômica, mais voluntariosa, em qualquer tipo de produto, gera distorções no preço, na oferta e na demanda. Esse caso foi pedagógico.”, Isaac Sidney.
Podemos assim, fechar essa análise da seguinte forma: manda quem pode e obedece quem tem juízo. Você, caro leitor, pra você quem tem crédito e descrédito nessa jornada? Aguardo sua resposta.
Matheus Carlos Baptista, cursa Processos Gerenciais, é certificado pelo ANEPS e escreve às quartas-feiras neste espaço.





