A Energoatom, agência estatal que opera a maior usina nuclear da Europa, acusou neste domingo, 20/11, a Rússia de bombardear o território da usina nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, pouco depois de Moscou culpar Kiev pelos ataques contra a usina.
“Na manhã de 20 de novembro de 2022, como resultado de numerosos bombardeios russos, pelo menos 12 ataques foram registrados contra o território da usina nuclear de Zaporizhzhia”, disse a Energoatom, acusando os russos, mais uma vez, de colocar o mundo em perigo.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da Organização das Nações Unidas (ONU) também disse que “poderosas explosões” abalaram a usina nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia.
“Esta notícia (…) é extremamente preocupante. Explosões ocorreram no local desta grande usina nuclear, o que é totalmente inaceitável”, disse o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi.
No início do mês, a instalação, que está sob o comando russo desde o início da invasão ao país em fevereiro deste ano, ficou totalmente sem energia após bombardeiros russos.
Assim como em outras ocasiões, os dois países voltaram a se acusar mutuamente.
Neste domingo, o exército russo acusou as forças ucranianas de terem realizado novos bombardeios na zona da central nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Rússia.
“Kiev não para com suas provocações destinadas a criar uma ameaça de catástrofe provocada pelo homem na usina nuclear de Zaporizhzhia”, disse o Exército em um comunicado.
Os projéteis explodiram entre os blocos de energia 4 e 5 e atingiram o telhado de um “edifício especial” localizado perto desses blocos, acrescentou a mesma fonte.
Apesar dos bombardeios, “o nível de radiação na zona da central continua de acordo com a norma”, enfatiza o documento.
AFP





