Assegurar aos filhos uma situação financeira confortável costuma ser uma das principais preocupações de pais e mães na hora de pensar sobre os cuidados necessários na criação dos herdeiros.
Considerado o horizonte de longo prazo para a acumulação de uma reserva até que seja alcançado determinado objetivo, como o pagamento da faculdade ou de uma viagem de intercâmbio, os fundos de previdência privada costumam aparecer como uma das principais recomendações de especialistas no momento de fazer a seleção dos investimentos destinados para os filhos.
O regime de alíquotas regressivas de acordo com o tempo, com um percentual que cai até 10% de incidência de IR (Imposto de Renda) após um período de dez anos, ante até 15% em ações ou renda fixa, e o fato de não incidir a cobrança do “come-cotas” (recolhimento tributário antecipado semestralmente sobre o rendimento de fundos de renda fixa, multimercados e cambiais) são apontadas por Victor Bernardes, diretor de vida e previdência da SulAmérica, entre os benefícios oferecidos pela previdência privada em relação a outras modalidades de investimento do mercado.
O apelo, que inclui também benefícios na hora da sucessão, tem se refletido em maiores aportes na categoria. Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) mostram que os planos que têm os menores de 18 anos como beneficiários receberam R$ 1,75 bilhão em aportes de janeiro a agosto deste ano, um crescimento de quase 30% em comparação ao mesmo período do ano passado.
“O tempo é um fator preponderante para gerar valor ao cliente de forma exponencial”, afirma Henrique Diniz, diretor de produtos de previdência da Icatu.
Simulações realizadas pela Icatu Seguros a pedido da Folha indicam que, com aportes mensais a partir de R$ 320, é possível alcançar uma reserva de R$ 150 mil em um prazo de 18 anos para bancar, por exemplo, a faculdade do filho.
Se o investimento começar quando a criança tiver 3 anos, o valor do aporte mensal sobe para R$ 441, e para R$ 827, se tiver 8 anos.
Folhapress





