
O mundo da literatura perde uma voz única: o escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30/8), aos 88 anos, em Porto Alegre. Ele estava internado desde 11 de agosto, no Hospital Moinhos de Vento, tratando uma pneumonia grave e não resistiu.
Além da pneumonia, Verissimo enfrentava problemas de saúde há anos: tinha doença de Parkinson, usava marca-passo desde 2016, enfrentou um câncer ósseo em 2020 e um AVC em 2021, que afetou sua capacidade motora e de comunicação.
Natural de Porto Alegre e filho do célebre Érico Verissimo, Luis Fernando construiu uma obra rica em humor, ironia e observações do cotidiano. Publicou mais de 70 livros e vendeu cerca de 5,6 milhões de exemplares. Escreveu para jornais como Zero Hora, O Globo, Estadão; assinou colunas memoráveis e criou personagens inesquecíveis como o Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté e Ed Mort.
Apesar das limitações dos últimos anos, a música – sobretudo o jazz – e o futebol, especialmente o Internacional, continuaram a fazer parte do seu cotidiano, mantido com fisioterapia e leitura diária do jornal. Era um amante da vida e da literatura, mesmo nos desafios finais.
Luis Fernando Verissimo deixa esposa, três filhos, netos e um legado que ecoa pelo Brasil. Sua escrita continuará inspirando leitores com leveza, humor e profundidade até as futuras gerações.
Com agências





