Os EUA anunciarão em breve um novo pacote de ajuda militar para a Ucrânia, desta vez de US$ 450 milhões (R$ 2,3 bi), disseram autoridades americanas sob condição de anonimato às agências Reuters e Associated Press nesta quinta (23/6).
Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade, ou M142 Himars, então incluídos na lista de armamentos a serem enviados a Kiev, além de munições e suprimentos, informaram.
O novo pacote vem uma semana após Washington também anunciar o envio de US$ 1 bilhão em artilharia a Kiev, incluindo dois inéditos sistemas de defesa costeira Harpoon, para ameaçar a Frota do Mar Negro da Rússia.
Enquanto isso, uma investigação conduzida pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) na Ucrânia apontou, em relatório publicado nesta quinta (23), que o fotógrafo e documentarista ucraniano Maks Levin, morto em março, foi executado por soldados da Rússia.
O corpo de Levin foi encontrado no início de abril após três semanas desaparecido. Colaborador da agência de notícias Reuters, ele tinha quatro filhos.
A RSF, que enviou dois membros da equipe para uma missão de uma semana à vila de Moschun, nos arredores da capital Kiev, diz ter obtido evidências de que ele e Oleksi Tchernichov, soldado que o acompanhava, foram mortos à queima-roupa e torturados.
Levin teria perdido seu drone em uma floresta da região quando tentava obter imagens da invasão militar russa. Quanto tentou resgatá-lo, foi capturado pela tropas de Moscou.
Outras evidências, como a posição do corpo de Tchernichov, indicam que ele pode ter sido queimado vivo, diz a RSF no material de 16 páginas.
O fotojornalista teria sido morto com um ou dois tiros disparados de perto quando ele já estava caído no chão. A ONG contabiliza ao menos oito mortes de profissionais da imprensa por motivos relacionados à profissão desde o início deste ano.
Folhapress





