O Banco Central (BC) revisou sua projeção de crescimento para este ano e passou a esperar uma alta de 1,7% do PIB. A expectativa anterior, divulgada em março, era de 1%.
De acordo com o BC, a surpresa positiva no PIB do 1º trimestre e a previsão de nova alta para o segundo trimestre foram fatores relevantes para a revisão de expectativas.
No entanto, para o segundo semestre a expectativa é de desaceleração na atividade econômica.
“Efeitos cumulativos do aperto monetário em curso, persistência de choques de oferta e antecipações de governamentais às famílias para o 1º semestre contribuem para projeção de arrefecimento da atividade no 2º semestre”, aponta o BC.
O diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, explicou que o consumo das famílias foi o principal fator para a revisão para cima do PIB, assim como um impacto positivo das exportações na primeira metade do ano também impactou. Para o restante de 2022, a alta nos juros deve frear a atividade.
— Grande parte do aperto monetário ainda vai se fazer presente tanto na invasão quanto no crescimento, então a gente espera uma desaceleração da atividade nos próximos trimestres — apontou.
Na avaliação da autoridade monetária, a incerteza nas projeções ainda está alta por conta da continuidade da guerra na Ucrânia e dos riscos crescentes de desaceleração na atividade global com inflação pressionada.
O relatório Focus, que reúne as expectativas do mercado, aponta que o crescimento do PIB deve ser de 1,42% este ano, de 0,55% em 2023 e 2% em 2024. Os números constam no relatório Focus de 10 de junho.
O Globo





