17/09/2026

Cem dias da invasão russa da Ucrânia: os momentos-chave.

Os principais acontecimentos desde o início da invasão russa da Ucrânia, há 100 dias, que já deixou dezenas de milhares de mortos.

Início da invasão

Em 24 de fevereiro, o presidente Vladimir Putin anunciou uma “operação militar” para defender as “repúblicas” separatistas do Donbass no leste ucraniano, onde acabam de reconhecer a independência.

As forças terrestres russas penetram no território ucraniano.

No dia 26, o exército russo recebe a ordem de intensificar a ofensiva.

A União Europeia anunciou a primeira compra e entrega de armas à Ucrânia. Os ocidentais aplicam sanções econômicas contra a Rússia cada vez mais rígidas.

Primeiras negociações

No dia 28, Moscou e Kiev iniciam negociações.

Vladimir Putin exige o reconhecimento da Crimeia como território russo, um “status neutro” para a Ucrânia e sua “desnazificação”. Moscou busca há meses garantias de que Kiev jamais integrará a Otan.

Em 2 de março, tropas russas chegam a Kharkiv (norte), segunda maior cidade do país. Ao sul, Kherson, próxima da Crimeia, fica sob controle russo.

No dia 8, o presidente americano, Joe Biden, decreta um embargo sobre o gás e petróleo russo.

No dia 10, os líderes dos 27 países-membros descartam uma rápida adesão da Ucrânia à UE, exigida pelo presidente Volodimir Zelensky, ao mesmo tempo em que abrem as portas para estreitar os laços.

Mariupol assediada

No dia 21, Bruxelas denuncia “um grande crime de guerra” em Mariupol, um porto estratégico no Mar de Azov.

Horror em Bucha

Em 2 de abril, a Ucrânia anuncia ter retomado o controle da região de Kiev após a retirada das forças russas, que se deslocam para o leste e o sul do país.

Em diversos locais próximos de Kiev, como Bucha, a descoberta de dezenas de cadáveres de civis provoca forte reação internacional.

Navio russo é afundado

No dia 14, os ucranianos alegam ter atingido com mísseis o Moskva, principal navio de guerra da frota russa no Mar Negro. Segundo Moscou, o navio afundou após um incêndio causado pela explosão de munição a bordo.
AFP

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