Um tiroteio em massa deixou cinco mortos e 18 feridos em uma boate gay no Colorado, EUA, na noite deste sábado (19/11). Um homem disparou nos frequentadores do Club Q durante a calebração do Dia da Lembrança Transgênero —que homenageia, todo 20 de novembro, pessoas trans mortas em ataques violentos.
É o mais recente de uma longa história de massacres contra a comunidade LGBTQIA+ nos Estados Unidos. O mais mortal deles ocorreu em Orlando, Flórida, em 2016.
Um suspeito está detido e se recupera de ferimentos em um hospital, disse a porta-voz da polícia da cidade de Colorado Springs, Pamela Castro, em entrevista coletiva.
A polícia recebeu o primeiro telefonema sobre o tiroteio pouco antes da meia-noite (horário local, madrugada de domingo pelo horário de Brasília). Castro acrescentou que o FBI (polícia federal americana) estava no local. Segundo ela, o número de vítimas pode mudar.
Não foi divulgada nenhuma informação sobre a motivação do ataque.
No Google, o Club Q se descreve como uma “boate gay e lésbica voltada para adultos que oferece noites temáticas como karaokê, shows de drag e DJs”.
Os proprietários do Club Q disseram, na página do estabelecimento no Facebook, que estão “devastados pelo ataque sem sentido” à comunidade. “Agradecemos as reações rápidas de clientes heroicos que subjugaram o atirador e acabaram com esse ataque de ódio.”
O clube tinha anunciado na mesma rede social que a partir das 20h de sábado celebraria o Dia da Memória Transgênero, “com uma variedade de identidades e estilos de gênero”.
Uma equipe de 34 bombeiros e 11 ambulâncias foi enviada ao local, de acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Colorado Springs, Mike Smaldino.
“Infelizmente, esses são eventos para os quais treinamos… É por isso que tivemos uma resposta tão grande”, disse o porta-voz.
A cidade de Colorado Springs registrou ao menos mais três tiroteios em massa desde outubro de 2015.
Reuters





