A polícia dinamarquesa afirmou que três pessoas foram mortas a tiros e outras três estão em estado grave após um ataque neste domingo (3) em um shopping center de Copenhague, numa ação que a primeira-ministra do país, Mette Frederiksen, descreveu como cruel.
“Envio a minha mais profunda solidariedade para aqueles que perderam seus entes queridos”, disse ela no Twitter. “Nossa bela e em geral tão segura capital se transformou em uma fração de segundo.”
O incidente ocorreu dentro do centro comercial Field’s, no bairro de Amager, a cinco quilômetros do centro da cidade. O chefe da polícia, Soren Thomassen, afirmou que o suspeito é um dinamarquês de 22 anos e acrescentou que não é possível descartar que a ação tenha sido um ato terrorista.
Ele disse ainda que não há indicações de que tenha havido a participação de outro atirador e se recusou a responder quais seriam as motivações do autor do ataque ou se ele era conhecido pela polícia.
Um porta-voz do Rigshospitalet, o principal hospital da capital dinamarquesa, disse à agência de notícias Reuters que o centro médico havia recebido um “pequeno grupo de pacientes” para atendimento, possivelmente mais de três, e que cirurgiões e enfermeiros foram chamados para reforçar a equipe.
No Twitter, a polícia pediu o envio de imagens e de detalhes relevantes que ajudem na investigação. Veículos locais publicaram registros de pessoas correndo em pânico para fora do centro comercial, e um vídeo não verificado exibido pela mídia dinamarquesa mostra um homem com um fuzil dentro do local.
O último ataque terrorista na Dinamarca foi em 2015. À época, um atirador matou duas pessoas e feriu seis policiais. O incidente ocorreu num centro cultural que abrigava debates sobre liberdade de expressão e em uma sinagoga no centro de Copenhague. O atirador foi morto pela polícia.
AFP e Reuters





