17/09/2026

Apoiadores de Bolsonaro recebem presidente aos gritos em Londres.

Centenas de apoiadores de verde e amarelo receberam o presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente à residência do embaixador do Brasil em Londres, Fred Arruda, na manhã deste domingo (18/9).

Ele aterrissou na cidade às 8h30 (4h30 em Brasília) para participar da despedida da rainha Elizabeth 2ª.

Bolsonaro ficará hospedado no local, próximo ao Hyde Park. Pouco após chegar, saiu na sacada para falar aos apoiadores. “Nosso Brasil será dessas cores aqui: verde e amarelo”, disse. A multidão respondeu aos gritos de “mito”, “Michelle”, em referência à esposa do presidente, e “Bolsonaro”.

Na comitiva brasileira, além da primeira-dama, estão o pastor Silas Malafaia, o ex-secretário de Comunicação da Presidência e coordenador da campanha bolsonarista Fabio Wajngarten, e um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que saiu na rua e tirou inúmeras fotos com os apoiadores.

O grupo rezou o Pai Nosso e cantou o Hino Nacional. Depois, gritou frases como “nossa bandeira jamais será vermelha” —contra uma hipotética ameaça comunista— e ainda “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”, em referência a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário de Bolsonaro nas eleições presidenciais e primeiro colocado nas intenções de voto, de acordo com a série de pesquisas Datafolha.

Embora apareça 12 pontos atrás do petista no último levantamento do instituto, o atual presidente disse a seus apoiadores em Londres que acredita na possibilidade de ser reeleito ainda em primeiro turno.

A fala repete o tom adotado por Bolsonaro na sexta-feira (17), quando participou de uma motociata em Pernambuco e visitou, entre outros locais, Garanhuns, terra natal de Lula. Na ocasião, o presidente, que goza de 33% das intenções de voto, contra 45% do petista, também disse que seria possível ganhar na primeira rodada de votação.

Num ato de campanha transportado para a cidade britânica, Bolsonaro voltou a levantar bandeiras tradicionais de sua agenda política. Disse que seu governo “não aceita discutir a liberação das drogas, a legalização do aborto, nem a ideologia de gênero”. E foi ovacionado pelo grupo em verde e amarelo.

O presidente, que por reiteradas vezes minimizou a gravidade da Covid-19, afirmou que, mesmo com a “terrível pandemia no mundo todo, somos conhecidos pela questão da economia”. Seu mandato, porém, deixa como herança um país mais endividado do que ele encontrou ao assumir o cargo, em 1º de janeiro de 2019, e um estoque de despesas represadas que vai impulsionar ainda mais o indicador da dívida brasileira a partir de 2023.
Folhapress

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