O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, desembarcou em Hiroshima, no Japão, para participar da cúpula do G7 no início da noite deste sábado (20/5), horário local. A chegada do líder, transmitida ao vivo pela televisão, concentrou as atenções do encontro —e deixou em segundo plano o comunicado final do grupo que reúne algumas das maiores economias do mundo, divulgado quase ao mesmo tempo.
Ao chegar, Zelenski publicou uma mensagem no Twitter mencionando “reuniões importantes com parceiros e amigos da Ucrânia”. Em seguida, saudou “a decisão histórica dos Estados Unidos e do presidente [Joe Biden] de apoiar uma coalizão internacional de caças” —na véspera, o líder americano havia manifestado apoio ao plano de criar um esforço internacional para treinar pilotos ucranianos em aeronaves de combate, visto como uma indicação de que Washington pode ceder e fornecer os F-16s reivindicados por Kiev.
Ao entrar em uma reunião, já no âmbito da cúpula, Zelenski acrescentou, sobre os caças: “Estou muito feliz. Muito obrigado. Agradeço ao nossos parceiros. Vai realmente ajudar nossa sociedade, nosso povo, para salvar casas, famílias”.
Posteriormente, Zelenski descreveu o encontro bilateral que teve com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi à noite, dizendo ter apresentado “em detalhe a fórmula ucraniana de paz e pedido à Índia para se juntar à sua implementação”. Agradeceu o indiano por apoiar a integridade territorial do país.
Diferentemente de Modi, o presidente brasileiro ainda não havia, até o início da noite em Hiroshima, aceito o pedido de reunião bilateral feito por Zelenski. A Folha questionou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela manhã, se iria se encontrar com o ucraniano. “Não sei”, respondeu ele.
A reunião de Zelenski com Modi foi na sala ao lado daquela em que, ao mesmo tempo, o petista se encontrava com o presidente da França, Emmanuel Macron, em uma longa conversa que abordou, entre outros temas, a guerra em curso no país de Zelenski.
Segundo a Bloomberg, um funcionário da delegação descreveu a viagem do presidente ucraniano a Hiroshima como uma armadilha potencial para os convidados. Procurado, um diplomata da comitiva negou, afirmando que a equipe japonesa avisou da possibilidade de Zelenski participar presencialmente antes de Lula aceitar o convite.
O mesmo diplomata disse que Lula continuava sem saber se aceita o pedido de reunião feito por Zelenski e que ela ainda pode acontecer neste domingo, último dia da cúpula.
Folhapress





