Os sete homens que vão comandar a política chinesa pelos próximos cinco anos foram apresentados à imprensa na manhã deste domingo (23/10), em Pequim. Sem surpresa, Xi Jinping foi reconduzido a um terceiro mandato e vai presidir o Comitê Permanente do Politburo —coração da hierarquia política chinesa.
Junto de Xi, ascenderam o secretário-geral em Xangai, Li Qiang, o secretário da Comissão Central de Inspeção Disciplinar, Zhao Leji, o chefe do Secretariado do partido, Wang Huning, o secretário-geral em Pequim, Cai Qi, o diretor do Escritório-Geral, Ding Xuexiang, e o secretário-geral no Cantão, Li Xi.
A surpresa foi a ausência de Hu Chunhua. Membro da Juventude Comunista —facção antes poderosa no partido, de onde saíram o ex-líder chinês Hu Jintao e o premiê Li Keqiang—, Hu era um dos poucos nomes aventados para promoção não alinhado automaticamente a Xi e o principal favorito ao posto de premiê.
Em seu lugar, quem deve ocupar o cargo será o agora ex-secretário-geral do PC Chinês em Xangai, Li Qiang. Historicamente, a cidade tem sido terreno fértil para líderes que almejam o Comitê Permanente.
Com exceção de Chen Liangyu, derrubado após acusações de corrupção em 2006, todos os chefes do partido em Xangai chegaram à cúpula do Politburo nos últimos 33 anos.
A cerimônia de anúncio começou quase sem atrasos —um sinal de aparente consenso interno—, e a ordem de entrada no Salão Dourado indica como a política chinesa vai se desenhar nos próximos anos.
Além de Xi, que, claro, puxou o pelotão, Li Qiang foi o segundo a entrar, indicando que seu posto será o de primeiro-ministro. Zhao Leji, o terceiro, deve dirigir o Congresso Nacional do Povo.
Folhapress





