17/09/2026

Ucrânia sofre ataque no Dia da Independência após antecipar ofensiva da Rússia.

No dia em que a Ucrânia comemora 31 anos de independência do domínio soviético, o presidente Volodimir Zelenski disse que um ataque a uma estação de trem na região de Dnipropetrovsk (sudeste do país) deixou pelo menos 15 pessoas mortas e 50 feridas.

Kiev vinha alertando há dias sobre uma possível intensificação dos bombardeios da Rússia durante a data festiva, que coincidiu com os seis meses do início da guerra.

Em reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta quarta-feira (24/8), Zelenski afirmou que forças russas dispararam mísseis contra a estação de Tchapline, a cerca de 145 quilômetros de Donetsk (cidade controlada por separatistas pró-Moscou). “Quatro vagões de passageiros estão pegando fogo. Os funcionários estão trabalhando, mas, infelizmente, o número de vítimas ainda pode aumentar”, disse.

Na terça-feira (22), Zelenski havia antecipado o risco de um “ataque brutal” e outras provocações durante o Dia da Independência, feriado que ganhou novo significado diante da invasão russa em fevereiro.

Temendo que os moradores ficassem expostos a novos ataques de mísseis disparados pelo país de Vladimir Putin, o governo ucraniano proibiu eventos públicos, o que deixou as ruas da capital, Kiev, menos movimentadas do que costumam ficar durante as festividades —que são marcadas por um desfile militar.

Até o fim do dia (tarde, no Brasil) nenhum ataque havia sido registrado, embora sirenes antibombas tenham soado em Kiev e em outros locais. Mesmo com os alertas, algumas pessoas se reuniram no centro da capital, onde carcaças de tanques russos capturados em combate foram exibidas. A Khrescchatik, principal rua da cidade, transformou-se em museu militar ao ar livre para a celebração de um feriado indissociável da guerra.

“Provavelmente ninguém fez tanto para unir a Ucrânia quanto Putin”, disse o ucraniano Ievhen Palamartchuk, 38, à agência Reuters. “Sempre tivemos algumas tensões internas no país, mas desde 2014, e especialmente desde fevereiro, estamos mais unidos do que nunca”, acrescentou.

O tom da declaração é semelhante ao que Zelenski usou em seu discurso do Dia da Independência. Falando em frente ao monumento central de Kiev, o presidente disse que o país renasceu quando foi invadido pela Rússia, acrescentando que vai resistir à invasão até o fim, sem fazer concessões ou assumir compromissos que possam ir contra os interesses da Ucrânia.
Folhapress

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