O número de mortos do terremoto que devastou partes da Turquia e da Síria chegou a mais de 33 mil neste domingo (12/2), de acordo com dados divulgados por autoridades de ambos os países.
Até o momento, o tremor de magnitude 7,8 deixou 29.695 mortos no sul da Turquia, segundo a agência pública de gestão de catástrofes, aos quais se somam ao menos 3.500 óbitos registrados na nação vizinha, onde as cifras não têm sido atualizadas há dois dias.
Assim, a Turquia se aproxima de seu recorde histórico —33 mil perderam suas vidas num sismo em 1939, que, assim como o tremor de agora, também teve magnitude 7,8.
Quase uma semana após a tragédia, as equipes de resgate ainda tentam encontrar sobreviventes sob os escombros, e as autoridades turcas iniciaram ações legais contra empreiteiros de prédios que desabaram.
Neste domingo, um pai e uma filha, um bebê e uma menina de 10 anos de idade estavam entre os resgatados que foram retirados das ruínas de prédios desabados na província de Hatay. Vídeo divulgado pela Prefeitura de Istambul mostrou equipes de socorro puxando Cudi, 10, por um buraco no chão de um edifício danificado antes de carregá-la em uma maca. Ela ficou enterrada por 147 horas.
Entretanto, cenas assim se tornam raras à medida que o número de mortos aumenta implacavelmente.
Ao longo da estrada principal que leva à cidade de Antáquia, onde os poucos prédios que restaram apresentavam grandes rachaduras ou fachadas desmoronadas, o tráfego ocasionalmente parava enquanto as equipes de resgate pediam silêncio para detectar sinais de vida remanescente sob as ruínas.
A qualidade das construções num país localizado em meio a várias falhas sísmicas entrou em pauta após o tremor. O vice-presidente Fuat Oktay disse que, até agora, 131 pessoas foram identificadas como suspeitas pelo desabamento de alguns dos milhares de edifícios colapsados nas dez províncias afetadas.
“Vamos acompanhar isso meticulosamente, até que o processo judicial necessário seja concluído, em especial para edifícios que sofreram danos pesados e causaram mortes e feridos”, afirmou.
Reuters e AFP





