Ao menos 59 pessoas morreram desde quinta-feira (16) em Bangladesh e na Índia devido a alagamentos e deslizamentos provocados por fortes chuvas. Outros seis milhões de habitantes estão ilhados, sem condições de sair de suas casas e abrigos, afirmaram autoridades dos dois países neste sábado (18).
Entre os mortos estão três adolescentes de 12 a 14 anos. De acordo com um especialista do governo de Bangladesh ouvido pela agência de notícias Reuters, trata-se das maiores inundações na região em pelo menos 18 anos. As enchentes seriam consequências do escoamento das águas de temporais nas montanhas indianas, e a expectativa é que chuvas mais fortes ocorram nos próximos dias.
As inundações e os deslizamentos são frequentes durante a temporada de monções, de junho a setembro.
Especialistas, porém, indicam que a crise climática agrava e acelera os incidentes. “Grande parte do nordeste do país está submersa, e a situação está piorando à medida que fortes chuvas continuam”, disse Mohammad Mosharraf Hossain, administrador-chefe da região de Sylhet, no nordeste de Bangladesh, onde as inundações também forçaram o fechamento de um dos aeroportos internacionais do país.
A situação é pior no distrito de Sunamganj, o mais afetado pelas chuvas.
“Há escassez de barcos, o que dificulta o deslocamento das pessoas para locais mais seguros”, afirmou Hossain.
No nordeste da Índia, as Forças Armadas também auxiliam os resgates após deslizamentos de terra matarem ao menos 16 pessoas e desalojarem quase 2 milhões nos últimos três dias, no estado de Meghalaya.
Na tarde deste sábado, madrugada no Brasil, o premiê indiano, Narendra Modi, escreveu no Twitter que conversou com autoridades do estado de Assam, uma das regiões mais afetadas pelas enchentes no país. “Assegurei todo o apoio possível e rezo pela segurança e bem-estar do povo afetado pelas inundações.” Pelo menos 18 pessoas morreram na área.
AFP e Reuters





