17/09/2026

Segunda maior falência bancária da história dos EUA abala mercados pelo mundo.

Os órgãos reguladores dos Estados Unidos assumiram o controle do Silicon Valley Bank (SVB) nesta sexta-feira (10/3), depois que uma onda de saques e uma queda no preço de suas ações levaram à incerteza sobre o futuro da instituição financeira com foco no setor de tecnologia.

É a segunda maior falência de banco na história dos Estados Unidos, atrás apenas do colapso do Washington Mutual, em 2008.

Sob o impacto da falência do SVB, as principais Bolsas do mundo fecharam o dia em queda. Nos Estados Unidos, Dow Jones caiu 1,07%, S&P 500, 1,45%, e Nasdaq, 1,76%. A Bolsa da Argentina teve baixa de 4,50%. Na Europa, os índices de Alemanha, Inglaterra e França também recuaram.

A queda do Ibovespa também foi acentuada pela crise do banco norte-americano. O índice registrou 103.618 pontos no fechamento, queda de 1,38%.

Os problemas do SVB decorrem de uma decisão tomada no auge do boom tecnológico de aportar US$ 91 bilhões de seus depósitos em títulos de longo prazo, como títulos hipotecários e do Tesouro dos EUA, que eram considerados seguros, mas agora valem US$ 15 bilhões a menos do que quando o banco os comprou, depois que o Federal Reserve (o banco central americano) aumentou agressivamente as taxas de juros.

O impacto dos problemas do banco poderá ser sentido amplamente. A instituição é a parceira bancária de metade das empresas americanas de tecnologia e ciências da vida apoiadas por capital de risco, e é uma grande presença na oferta de linhas de crédito para o setor de capital privado de US$ 10 trilhões.

No entanto, o SVB é pequeno em comparação aos maiores bancos dos EUA. A instituição financeira controlava US$ 209 bilhões em ativos, contra mais de US$ 3 trilhões do JPMorgan Chase, a maior empresa do setor, por exemplo. A maior preocupação do ponto de vista do sistema financeiro está na possibilidade de que clientes de outros bancos corram para sacar seus depósitos, o que geraria um efeito cascata no sistema financeiro.

Questionada sobre a falência, a Casa Branca disse confiar nos reguladores financeiros americanos. Cecilia Rouse, que preside o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, afirmou que o sistema bancário está mais forte do que durante a crise financeira de 2008. A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, também deu declaração nesse sentido.

A autoridade americana Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) disse que reteria todos os depósitos do SVB. O regulador historicamente procura fundir credores falidos com uma instituição maior e mais estável. O Washington Mutual, por exemplo, foi vendido ao JPMorgan Chase.
Financial Times

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