Com baixa disponibilidade de reservistas para lutar na Ucrânia e perdas que chegam a 20% do contingente de algumas unidades, a Rússia estaria recorrendo a empresas militares privadas e mercenários, disse o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) em relatório publicado no domingo (15/5).
O think tank baseado nos EUA, citando informações do Estado-Maior ucraniano, afirmou que cerca de 2.500 reservistas russos estão sendo treinados para reforçar as operações. “É improvável que esse número gere força suficiente para reabastecer as unidades”, disse.
Moscou também estaria enviando novos recrutas, com pouca ou nenhuma experiência militar, de locais ocupados em Donetsk e Lugansk, no Donbass, áreas de maioria étnica russa.
“Empresas militares privadas russas estão formando unidades devido à perda significativa de mão de obra”, seguiu o ISW. “Lotar unidades aéreas de elite com mercenários é chocante e seria a indicação mais clara de que a Rússia esgotou suas reservas.”
Em tese, o Código Penal russo proíbe a utilização de mercenários, o que ajuda o Kremlin a se distanciar publicamente de quaisquer ações ilegais cometidas por empresas militares privadas russas.
O grupo mais conhecido é o Wagner, que atua na Ucrânia desde 2014 e também já atuou em países africanos nos quais a Rússia realiza a estratégia de guerra por procuração.
Folhapress





