O Ministério da Defesa da Rússia disse, nesta sexta-feira (26/8), que suas forças destruíram um obus M777, uma espécie de canhão fabricado nos EUA, que, segundo Moscou, seria usado para bombardear o complexo nuclear de Zaporíjia, o maior da Europa, sob controle da Rússia.
Em seu briefing diário, o Ministério da Defesa disse que o obus foi destruído a oeste da cidade de Marganets, na região de Dnipropetrovsk, na Ucrânia.
Nesta sexta, a usina voltou a ser reconectada ao sistema da Ucrânia, segundo a Energoatom, a agência de energia atômica do país. A declaração vem depois de um dia conturbado no local, com informações de que a usina foi desligada diversas vezes, aumentando receios de um possível desastre na região. A Energoatom alega que, sem os sistemas de resfriamento ligados, os funcionários teriam no máximo 90 minutos para diminuir a temperatura dos reatores de maneira manual.
Mas, por volta das 14h desta sexta, “uma das unidades de energia de [Zaporíjia], interrompida ontem, foi reconectada à rede elétrica e a capacidade está sendo retomada”, disse a Energoatom em comunicado. “Não há preocupações com a operação de equipamentos e sistemas de segurança.”
Em guerra há seis meses, os dois países trocam acusações sobre bombardeios nas proximidades da maior usina atômica da Europa, gerando preocupações na comunidade internacional sobre o risco de uma catástrofe radioativa.
Apesar de ficar na Ucrânia e ainda ser operada por técnicos de Kiev, a estrutura está sob controle das tropas russas desde o início de março. Imagens obtidas pela “CNN” recentemente mostram que os russos têm usado o espaço também para levar carros armados e estocar armamentos.
O Globo





