A Rússia abriu mais de mil inquéritos para investigar supostos crimes cometidos por militares ucranianos, afirmou o Comitê de Investigação de Moscou nesta sexta-feira (27/5), de acordo com a agência de notícias Tass.
De acordo com o comitê, os investigadores obtiveram os nomes de altos funcionários das prisões de Kiev, Kharkiv e de mais cinco cidades, onde russos detidos na guerra teriam sido torturados.
Eles também afirmam que interrogatórios com soldados ucranianos que se renderam revelam que as forças do país colocaram militares em posição de combate dentro de infraestrutura civil, como escolas, jardins de infância e residências.
Disseram, ainda, que os ucranianos teriam cometido “atrocidades contra civis” após usarem “substâncias químicas para elevar a moral”.
E mais…
Separatistas pró-Rússia reivindicam conquista de cidade-chave no leste da Ucrânia.
Os separatistas pró-Rússia da região de Donetsk disseram nesta sexta-feira (27/5) que tomaram Liman, uma cidade-chave no leste da Ucrânia.
Por meio de mensagem no aplicativo Telegram, o Estado-Maior da milícia pró-russa de Donetsk afirmou ter assumido “controle total” de Liman, com o apoio de militares da região separatista de Lugansk e das Forças Armadas de Moscou. Os militares russos ainda não divulgaram informações sobre o assunto.
Importante centro ferroviário, Liman havia sido brevemente tomada pelos separatistas em 2014. A conquista da cidade permitiria às tropas russas ultrapassarem o último obstáculo para avançar para os municípios de Slaviansk e Kramatorsk —capital da região de Donetsk, que está sob controle ucraniano—, numa manobra para cercar Severodonetsk e Lisitchansk, mais a leste.
O Exército russo também está bombardeando Severodonetsk, e o governador alertou que a cidade poderia sofrer o mesmo destino de Mariupol, importante porto do sudeste devastado após semanas de cerco.
Pelo menos cinco civis foram mortos em 24 horas na região: quatro em Severodonetsk e um em Komitchuvakha, a 50 quilômetros de distância, disse o governador Serhii Gaidai nesta sexta-feira.
Folhapress com AFP





