A varejista Ricardo Eletro, controlada pela Máquina de Vendas, teve sua falência suspensa por um despacho da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial de São Paulo.
A companhia, em recuperação judicial desde 2020, teve falência decretada pela Justiça na última quarta-feira (8/6), pelo juiz Leonardo Fernandes dos Santos, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo.
Ao decretar a falência, o juiz havia apontado que “houve a identificação de diversos fatores de esvaziamento patrimonial” e que a recuperação judicial “não reúne condições de prosseguimento”.
Agora, segundo o relator do despacho, o desembargador Maurício Pessoa, deve-se prosseguir com a recuperação judicial no que possível, “especialmente com a fiscalização e o acompanhamento, pela administradora judicial durante o processamento deste recurso”.
Ele ressaltou, no entanto, que a própria administradora judicial, a Laspro Consultores, registrou que teria havido “esvaziamento patrimonial”.
“Neste cenário, então, cabia providenciar, com a devida transparência, clareza, rapidez, objetividade e concretude, esclarecimentos quanto à sua atividade operacional (…) esclarecendo se existem efetivamente produtos à disposição para comercialização que impacte no incremento de suas receitas.”
A reversão ocorre 48 horas após a decisão. Segundo a empresa, o plano operacional da Ricardo Eletro é continuar focando no marketplace, com modelo de estoque que busque a rentabilidade.
“Desde a aprovação da recuperação judicial pelos seus credores, em setembro de 2021, a Ricardo Eletro está com 100% de entregas dentro do prazo, inclusive com a grande maioria entregue antes mesmo de seu prazo”, diz o presidente da varejista, Pedro Bianchi, por meio de nota.
Folhapress





