A coroação do rei Charles 3º começou pontualmente às 11h (7h em Brasília) deste sábado (6/5), na abadia de Westminster, no centro de Londres, capital do Reino Unido. O início foi marcado pelo rei dizendo “Em Seu nome e segundo Seu exemplo, não venho para ser servido, mas para servir”.
Cerca de 2.200 convidados —entre os quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o roqueiro australiano Nick Cave e o filho mais novo do rei, Harry, que veio sem a mulher— acompanham o evento.
Antes, Charles e Camilla, que também será coroada na cerimônia, fizeram um trajeto de 2 km entre o Palácio de Buckingham e a abadia, passando por ruas repletas de fãs que dormiram as últimas noites em barracas improvisadas nas calçadas.
Essa primeira procissão foi feita debaixo de uma chuva fina, que insistiu em molhar a cidade e atrapalhar a vida de quem não arreda o pé das ruas nesse momento histórico. A população tomou os parques da cidade, já que em vários deles foram instalados telões, como no Hyde Park, Green Park e St. James Park, todos nas imediações da coroação.
Os próximos passos da liturgia foram a apresentação da Bíblia, o juramento de Charles 3º e a unção do rei com um óleo agrado. Depois, ele recebeu uma série de objetos símbolos da monarquia: esporas, espada, braceletes, orbe (globo), anel, luva e cetro.
Nesses momentos houve a participação inédita de membros de outras crenças que não a cristã. Religiosos do judaísmo, islamismo, hinduísmo e sikhismo participaram da entrega dos objetos a Charles. Outro ineditismo é a participação do clero feminino, presente com três representantes.
Em seguida, houve a coroação propriamente dita e três rápidos juramentos de lealdade ao rei. O primeiro, da igreja. O segundo, de seu primogênito William, que dirá: “Eu, William, príncipe de Gales, vos prometo minha lealdade, e fé e verdade vos darei, como vosso vassalo de vida e vossa extensão. Então, ajude-me, Deus”.
O terceiro juramento, normalmente reservado à nobreza em geral, a “Homenagem dos Pares”, foi substituído pela primeira vez na história pela “Homenagem do Povo”, ou “coro de milhões”. Trata-se de um convite para que pessoas em todo o mundo, acompanhando pela televisão ou em telões espalhados por Londres, jurem em voz alta sua lealdade ao rei.
Folhapress





