O presidente russo, Vladimir Putin, voltou a dialogar com Emmanuel Macron, presidente da França, e Olaf Scholz, premiê da Alemanha. Na conversa, realizada a pedido dos dois líderes ocidentais, segundo o governo alemão, o chefe do Kremlin se disse disposto a discutir a retomada das exportações de grãos ucranianos desde que sanções contra a Rússia fossem retiradas.
Putin também disse que se dispõe a aumentar a exportação de fertilizantes e de produtos agrícolas caso as punições a Moscou sejam suspensas.
A Rússia e a Ucrânia respondem por quase um terço da oferta global de trigo. Moscou também é um importante exportador de fertilizantes, e Kiev, de milho e óleo de girassol. Os países ocidentais acusam os russos pela crise alimentar provocada pela guerra, que elevou os preços de grãos, do óleo de cozinha, de combustíveis e de fertilizantes. O Kremlin, por sua vez, culpa as sanções ocidentais pela situação.
Segundo a Presidência francesa, os dois líderes ocidentais também pediram que Moscou liberte os 2.500 combatentes ucranianos feitos prisioneiros após passarem semanas escondidos na siderúrgica de Azovstal, em Mariupol. O apoio europeu a esses combatentes é alvo de críticas, porque grande parte deles integra o batalhão Azov, milícia de ideologia neonazista que foi incorporada à Guarda Nacional de Kiev.
O gabinete de Scholz afirmou que Putin se comprometeu “a tratar os combatentes capturados de acordo com o direito internacional humanitário, em particular a Convenção de Genebra, e a garantir acesso irrestrito ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha”.
O líder do Kremlin afirmou ainda que está disposto a retomar o diálogo, cuja responsabilidade pelo status atual ele direcionou a Kiev. Já Macron e Scholz “insistiram em um cessar-fogo imediato e na retirada das tropas russas” e “instaram o presidente russo a fazer negociações diretas e sérias com o presidente ucraniano, para encontrar uma solução diplomática para o conflito”, segundo o governo alemão.
Na imagem da foto, a cabeça de cera do presidente Putin é retirada de um museu em Paris e guardada.
Reuters e AFP





