
As forças de Vladimir Putin tomaram neste sábado (17/2) a cidade de Avdiivka, no leste da Ucrânia, na maior vitória militar do Kremlin em quase um ano. O local é considerado chave para a conquista da região de Donetsk, que tem cerca de 55% de seu território já dominado pelos russos.
Na sexta (16), o Exército ucraniano começou a deixar a cidade para evitar um cerco total por tropas de Moscou, que intensificaram os ataques ao local desde o fim do ano passado. Segundo o general Oleksandr Tarnavskii, responsável pela operação do lado de Kiev, ainda assim alguns soldados seus foram capturados.
“Na etapa final da operação [de retirada], sob pressão das forças inimigas superiores, um certo número de militares ucranianos foi capturado”, escreveu o general no Telegram. Segundo ele, suas forças foram reagrupadas em uma linha secundária de defesa a oeste da cidade.
Avdiivka é hoje mais uma ruína na Ucrânia, cerca de 15 km ao norte da capital homônima da província de Donetsk, 1 das 4 regiões que Putin anexou ilegalmente no ano retrasado apesar de não reter controle total sobre ela. Antes da guerra, tinha 32 mil habitantes.
Para analistas militares, a tomada da cidade abre o caminho para Putin tentar tomar a região de Donetsk, que, ao lado da vizinha Lugansk, compõe o território histórico do Donbass (bacia do rio Don, em russo).
A capital, Donetsk, já estava em mãos de separatistas pró-Rússia desde o início da guerra civil de 2014, que prenunciou a invasão que completará dois anos no dia 24. A Ucrânia transferiu a administração da região para Kramatorsk, que fica mais 80 km ao norte de Avdiivka.
É a principal vitória russa na guerra desde a tomada de Bakhmut, 70 km a nordeste da cidade capturada neste sábado, que ocorreu em maio do ano passado. Depois disso, o principal desenvolvimento militar em solo foi o fracasso da contraofensiva ucraniana, que havia começado em junho.
Folhapress





