O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (27/10) que o mundo enfrenta sua década mais perigosa desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Em um discurso em Moscou, Putin afirmou que há perigos claros e presentes para o futuro da humanidade e culpou o Ocidente por, segundo ele, desencadear uma série de problemas que vão desde guerras e conflitos até escassez de alimentos e crises humanitárias.
“Sempre acreditei e acredito no bom senso, por isso estou convencido de que mais cedo ou mais tarde os novos centros da ordem mundial multipolar e o Ocidente terão que iniciar uma conversa igualitária sobre o futuro que compartilhamos, e quanto mais cedo melhor”, disse o russo, certamente se referindo à Rússia, China e Índia –essas duas últimas nações protagonistas de importantes ascensões econômicas e militares nas últimas décadas.
O chefe do Kremlin ainda acusou o Ocidente de ser “cego pelo colonialismo”, de incitar a Guerra da Ucrânia e de alimentar a crise em Taiwan, ilha rebelde apoiada pelos EUA, mas considerada parte da China pela comunidade global. Citando uma palestra de Harvard em 1978 do escritor russo Aleksandr Soljenitsin, Putin também disse que o Ocidente era abertamente racista e desprezava outros povos do mundo.
“A confiança em sua infalibilidade é um estado muito perigoso”, disse, acrescentando que a Rússia nunca aceitaria influências do Ocidente.
Chumbos à parte, o presidente russo, por fim, frisou que seu país não se considera inimigo do Ocidente.
Reuters





