18/09/2026

PSDB refilia Azeredo e busca reabilitá-lo após suspensão do mensalão tucano.

Sem alarde, o PSDB tem trabalhado para reabilitar a vida partidária do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, principal alvo de um escândalo que desgastou a imagem tucana por mais de uma década.

Condenado em três instâncias pelo chamado mensalão tucano, Azeredo ficou preso por um ano e meio entre 2018 e 2019, quando se desfiliou do partido em meio a queixas de falta de apoio da direção.

Após ter seu processo suspenso pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em junho passado, ele retornou ao PSDB em março deste ano.

Desde então, tem reforçado um discurso político crítico ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente Lula (PT) e participado de decisões junto à cúpula tucana.

Em maio, participou da reunião da executiva nacional da legenda, quando se decidiu pela inviabilidade da pré-candidatura de João Doria à Presidência da República.

Foi o primeiro encontro da cúpula do partido da qual Azeredo participou após deixar a prisão. Além de governar Minas entre 1995 e 1998, ele foi presidente nacional do PSDB em 2005.

Segundo deputados, no encontro de maio o ex-governador não deu declarações fortes, mas afirmou que o partido deveria levar em consideração observações feitas pelos tucanos a respeito da viabilidade eleitoral de Doria –que tinha rejeição alta e baixa intenção de voto.

O ex-governador mineiro tem sido cortejado pelos seus colegas a tentar concorrer nas eleições desse ano, mas políticos próximos dizem que ele não deve participar da disputa.

Nas redes sociais, o tucano tem feito publicações desde que saiu da prisão. No ano passado, compartilhou postagens do ex-governador gaúcho Eduardo Leite, que disputava as prévias tucanas contra Doria.

Também fazia, antes de voltar ao antigo partido, frequentes elogios ao pré-candidato Ciro Gomes (PDT).

Já filiado novamente ao PSDB, se concentrou em críticas aos dois possíveis candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenções de votos.

Em março, afirmou que “o último trecho construído do metrô de Belo Horizonte foi ainda no governo FHC, do PSDB. PT e Bolsonaro nada fizeram”. No mês seguinte, disse que “tá difícil saber quem fala mais coisas sem sentido: Bolsonaro ou Lula”.
Folhapress

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