17/09/2026

Polícia invade nova cracolândia e expulsa usuários da praça para prender traficantes.

A Polícia Civil e a Prefeitura de São Paulo desencadearam na manhã desta quarta-feira (11/5) uma megaoperação contra o tráfico de drogas na praça Princesa Isabel, região central da capital, novo endereço da cracolândia desde a migração do fluxo de usuários no dia 18 de março.

Por volta das 4 horas da manhã, horário em que estava marcado o início da operação, uma parte dos usuários começou a deixar a praça e a desmontar as barracas. Policiais do Choque e da Iope, grupo de elite da GCM, abordaram os usuários e os mandaram se sentar embaixo da estátua do Duque de Caxias. “Todo mundo para debaixo do cavalo”, gritavam os oficiais.

O objetivo é retirar as barracas montadas na praça pelos usuários e, segundo a polícia, usada por traficantes para vender as drogas sem serem flagrados pelas câmeras de segurança. O uso de drogas também será coibido. Serão cumpridos 36 mandados de prisão expedidos pela Justiça com base nas investigações da Operação Caronte, segundo a Polícia Civil.

De acordo com integrantes da prefeitura ouvidos pela Folha, a intenção é remover todos os usuários da praça que, futuramente, pode ser transformada em um parque. “Hoje, na verdade, essas barracas são utilizadas para encobrir o tráfico. Todas as barracas serão tiradas porque elas não utilizadas para moradia, mas sim para guardar droga e encobrir o tráfico”, disse o delegado Severino Pereira de Vasconcelos, do 77º (Campos Elíseos).

A orientação é encaminhar os usuários para a rua General Rondon, perpendicular à praça, onde estão posicionadas as equipes de assistentes sociais. Serão oferecidas vagas nas unidades do Siat (Serviço Integrado de Acolhida Terapêutica).

Segundo o secretário municipal de Projetos Estratégicos, Alexis Vargas, que acompanha a ação, o número de pessoas abordadas no entorno da cracolandia que aceitaram ir para os Siats, entre janeiro e março deste ano, foi sete vezes maior do que o mesmo período de 2021. E os atendimentos no Caps da Luz aumentaram 20%. “Quando dispersa o fluxo os usuários ficam mais propensos a aceitar tratamento”, disse.
Folhapress

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