O Peru fechou neste sábado (21/1) por tempo indefinido a entrada para a cidade inca de Machu Picchu, joia turística do país, alegando motivos de segurança devido aos protestos que pedem a renúncia da presidente Dina Boluarte. Até agora, confrontos ligados às manifestações já deixaram mais de 50 mortos.
“A malha rodoviária inca e a cidadela de Machu Picchu foram fechadas em vista da situação social e para garantir a integridade dos visitantes”, afirmou o Ministério da Cultura. A medida vale “até novo aviso”.
A semana foi marcada no Peru por uma grande mobilização que chegou a Lima e terminou com cenas de caos, incluindo um incêndio de grandes proporções no centro. A presidente Dina Boluarte, que na véspera fez um pronunciamento em rede nacional para dizer que a situação estava sob controle, esforça-se para manter a mensagem de normalidade.
Ativistas mantiveram bloqueios em ao menos 120 pontos em estradas, em 15 províncias do país. O líder de um sindicato de caminhoneiros alertou que a categoria está cansada desse tipo de medida e pode entrar em rota de colisão com os manifestantes.
Nas zonas urbanas, os atos, convocados em sua maioria por apoiadores do ex-líder Pedro Castillo, deposto após tentar aplicar um autogolpe, voltaram a registrar confrontos com as forças de segurança em várias regiões, de La Libertad, ao norte, a Arequipa, ao sul. No centro da capital, na região da avenida Abancay, policiais lançaram bombas de gás para conter os manifestantes, que atiravam pedras de calçamento e garrafas enquanto tentavam se aproximar do prédio do Congresso.
AFP





