
Em seu primeiro grande evento na Jornada Mundial da Juventude, nesta quinta (3/8), o papa Francisco criticou as redes sociais e alertou para os perigos de quem valoriza excessivamente o mundo digital.
O pontífice pediu aos fiéis que acompanhavam a missa que celebrou atenção para não deixar se enganar por “ilusões do mundo virtual”. “Muitas realidades que nos atraem e nos prometem felicidade mostram-se depois pelo que são: coisas vãs, supérfluas, substitutos que deixam um vazio interior”, disse o argentino, que destacou ainda a existência de “lobos que se escondem por trás de sorrisos de falsa bondade”.
O que o pontífice não citou é que a Jornada Mundial da Juventude promove, na sexta (4), a primeira edição do Festival de Influenciadores Católicos, para promover criadores de conteúdo cristãos de vários países.
Em espanhol e com uma linguagem mais informal direcionada aos jovens, o papa disse ainda que “há espaço para todos na igreja”. A fala sobre a importância do acolhimento acontece em um momento em que as tensões entre as alas conservadores e progressistas da Igreja Católica seguem em ebulição.
Nesta quinta, em Lisboa, uma missa organizada por um grupo de católicos LGBTQIA+ no âmbito da JMJ foi alvo de protestos. Cerca de dez pessoas interromperam o culto, e a polícia foi chamada para intervir.
Já a cerimônia com Francisco aconteceu sem sobressaltos. Cerca de 500 mil pessoas, segundo a Santa Sé, lotaram o palco do evento, instalado numa colina no coração da capital portuguesa. Espalhada pelo gramado, a multidão recebeu o pontífice com aplausos e coro de “papa Francisco”, bem no estilo pop star.
Muitos peregrinos não escondiam a emoção de estar na presença do papa, e vários fiéis acompanharam os deslocamentos do pontífice pela cidade. Pela manhã, Francisco visitou a Universidade Católica e realizou reuniões com estudantes, refugiados e religiosos. O dia anterior, o primeiro do papa em Portugal, foi preenchido por agendas com políticos e membros do clero, além de um aguardado encontro com vítimas de abuso sexual perpetrado por membros da Igreja Católica em Portugal desde 1950.
Folhapress





