Nesta terça-feira (30/8), cerca de 300 cardeais do mundo se reuniram no Vaticano para refletir sobre a nova Constituição Apostólica Praedicate Evangelium, que entrou em vigor em 5 de junho. O “pré-conclave” foi convocado na última semana e aumentou as especulações sobre uma possível renúncia do Papa Francisco, que completa dez anos de papado em março de 2023 e está com a saúde debilitada.
Em julho, Francisco desmentiu os rumores sobre a possibilidade de renunciar ao cargo devido aos problemas de saúde. “Nunca passou pela minha cabeça. No momento não, no momento não. Realmente!”, declarou o papa a respeito da renúncia durante uma entrevista concedida à agência de notícias Reuters em sua residência no Vaticano.
Nos últimos meses, as fortes dores no joelho direito obrigaram o pontífice a adiar uma viagem ao continente africano, prevista para o início de julho, o que aumentou as especulações sobre uma possível renúncia, como fez seu antecessor Bento XVI em 2013, alegando falta de forças para desempenhar a função.
Francisco reiterou que renunciaria se a saúde o impedisse um dia de liderar a Igreja. Questionado exatamente sobre isto, o pontífice respondeu: “Não sabemos. Deus vai dizer”.
O pontífice argentino explicou que sofreu uma “pequena fratura” no joelho, que foi tratada com laser e terapia magnética. O chefe da Igreja Católica também negou os boatos de que um câncer foi diagnosticado durante a operação para remover parte do cólon em julho de 2021 e denunciou o que chamou de “fofocas”. Estadão Conteúdo/AFP





