O Papa Francisco enviou um telegrama para Cristina Kirchner expressando sua solidariedade após o ataque sofrido pela vice-presidente da Argentina na noite da última quinta-feira (1º/9).
Segundo a imprensa argentina, o líder religioso também ligou para Kirchner hoje cedo e teve uma conversa “breve e amigável” com ela.
“Rezo para que a harmonia social e o respeito aos valores democráticos prevaleçam sempre na amada Argentina, contra todo tipo de violência e agressão”, declarou o pontífice na carta.
O telegrama foi publicado na manhã desta sexta-feira (2/9) no site do Vaticano.
Veja a tradução do comunicado, na íntegra:
“À vice-presidente da República Argentina, Dra. Cristina Fernández de Kirchner, tendo recebido a notícia do ataque que V. Excelência sofreu na tarde de ontem, quero expressar a minha solidariedade e proximidade neste momento delicado. Peço que a harmonia social e o respeito pelos valores democráticos prevaleçam sempre na amada Argentina, contra todo tipo de violência e agressão.
Francisco.”
Fernando André Sabag Montiel, brasileiro, de 35 anos, radicado na cidade de Buenos Aires, apontou uma pistola a poucos centímetros do rosto da vice-presidente, Cristina Kirchner. O ataque aconteceu por volta das 21h de quinta (1º), quando ela saudava um grupo de militantes na frente de sua residência. A arma chegou a ser engatilhada, mas o tiro falhou.
“Estamos diante de um fato com uma gravidade institucional e humana extrema. Atentaram contra a nossa vice-presidente e a paz social foi alterada”, afirmou o presidente, acrescentando que “este atentado merece o mais enérgico repúdio de toda a sociedade argentina e de todos os setores políticos”.
Alberto Fernández atribuiu o atentado “ao discurso de ódio que tem sido espalhado a partir de espaços políticos, judiciais e midiáticos”.
“Cristina está viva porque, por alguma razão ainda não confirmada tecnicamente, a arma que tinha cinco balas não disparou apesar de ter sido engatilhada”, descreveu Alberto Fernández.
G1





