A Assembleia-Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (23/2) uma resolução que condena as “nefastas consequências humanitárias” da invasão da Ucrânia pela Rússia, exige a retirada das tropas de Moscou do país no Leste Europeu e se compromete com a promoção da paz na região.
O Brasil, que em outras votações sobre o conflito chegou a optar pela abstenção, foi favorável à resolução.
O texto teve 141 votos a favor, 7 contra e 33 abstenções. Os votos contrários foram do grupo que apoia a Rússia, como Belarus, Síria e Coreia do Norte. Já entre os que se abstiveram estão China, Índia, Irã e África do Sul. A resolução não é vinculativa, mas tem peso político —em especial no momento em que foi votada.
A reunião dos 193 estados-membros do órgão acontece um dia antes de a Guerra da Ucrânia completar um ano, nesta sexta-feira (24). As tensões cresceram nos últimos dias, após o presidente russo, Vladimir Putin, suspender a participação de seu país no último acordo de controle de armas nucleares.
Reafirmando que não reconhecerá anexações territoriais derivadas do uso da força, o texto vitorioso na Assembleia-Geral exige a imediata retirada das tropas russas. O documento ainda reitera mais de uma vez o compromisso com a paz geral, justa e duradoura da Ucrânia e a integridade territorial do país.
Em nota, o embaixador Ronaldo Costa Filho, representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas, afirmou que o país votou a favor da resolução “devido à necessidade urgente de a Assembleia-Geral reafirmar seu compromisso inabalável de defender os princípios fundamentais da Carta da ONU e do direito internacional, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de alcançar a paz”.
Folhapress





