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03/11/2026

Diário Caiçara

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Novo protesto na França leva milhares às ruas contra reforma da Previdência.

Centenas de milhares de pessoas protestaram pela quarta vez em toda a França neste sábado (11/2), para manter a pressão sobre os planos do governo de reformar o sistema de Previdência do país, que incluem uma medida para aumentar a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos.

Os sindicatos esperavam igualar o comparecimento em massa dos eventos de 19 de janeiro, quando mais de um milhão de pessoas marcharam contra o projeto da gestão do presidente Emmanuel Macron. A ideia é atrair pessoas de todas as idades para mostrar ao governo que a raiva contra o projeto é profunda.

Os atos, no entanto, reuniram 963 mil pessoas, segundo o Ministério do Interior, e 2,5 milhões de pessoas, segundo a junta intersindical organiza o protesto. Segundo o grupo, que reúne as oito maiores centrais sindicais da França, a saída para aumentar a pressão sobre o governo é “endurecer” as manifestações.

“Se eles não são capazes de ouvir o que está acontecendo nas ruas nem de perceber o que está acontecendo com as pessoas, eles não devem se surpreender que isso exploda em algum momento”, disse à agência de notícias Reuters a enfermeira Delphine Maisonneuve, 43.

Os franceses passam o maior número de anos aposentados entre os países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), um benefício que, segundo pesquisas de opinião, a maioria dos cidadãos reluta em abrir mão. Para Macron, a reforma é “vital” para garantir a viabilidade do sistema.

Em Tours, no centro-oeste, onde a participação parecia substancialmente maior do que em meados de janeiro, o bombeiro Anthony Chauveau, 40, disse que se opor à reforma era crucial porque as dificuldades de seu trabalho não estavam sendo levadas em consideração. “Eles estão nos dizendo que precisaremos trabalhar mais dois anos. Nossa expectativa de vida é menor do que a da maioria dos trabalhadores.”

Os protestos pacíficos em Paris foram parcialmente entremeados por confrontos pontuais. Um carro e algumas latas de lixo foram incendiados, e as forças policiais usaram gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral na tentativa de dispersar manifestantes radicais.

Em uma declaração conjunta antes das marchas deste sábado, todos os principais sindicatos pediram que o governo retirasse o projeto de lei. Eles ameaçam paralisar a França a partir de 7 de março se as exigências não forem atendidas. Uma nova greve está marcada para o dia 16 de fevereiro.
AFP e Reuters

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