A Nasa teve de adiar pela segunda vez o lançamento da missão Artemis 1, voo-teste inaugural do foguete SLS (Space Launch System) com a cápsula Orion, destinada a levar humanos de volta à Lua. A agência espacial agora avalia os próximos passos.
A contagem regressiva avançou como esperado no início da manhã deste sábado (3/9) até a autorização para abastecimento. O procedimento envolve primeiro suprir o veículo com oxigênio líquido, depois com hidrogênio líquido –os dois são combinados nos motores para promover a combustão e impulsionar o veículo.
Contudo, durante o procedimento de abastecimento de hidrogênio, mais uma vez um vazamento foi detectado, desta feita em local diferente daquele identificado e contornado na tentativa anterior de lançamento, realizada na última segunda (29).
Agora o vazamento se mostrou maior e aparentemente surgiu no dispositivo de desconexão rápida que liga a tubulação de fornecimento de hidrogênio ao primeiro estágio do foguete.
Os engenheiros tentaram solucionar o problema remotamente, aumentando a temperatura do sistema para ver se, no resfriamento, a vedação voltaria a ser perfeita. Não funcionou. Foi realizada também uma tentativa de adicionar pressão com hélio, inerte, igualmente ineficaz.
Como o vazamento comprometeria o abastecimento do veículo, as equipes decidiram recomendar o adiamento da tentativa de lançamento, decisão tomada em seguida pela diretora de voo Charlie Blackwell-Thompson, às 12h17 (exatas três horas antes da abertura da janela para a tentativa).
Adiamentos dessa natureza não são incomuns, sobretudo com um foguete novo, em seu primeiro voo. E há muito em jogo para a agência espacial americana em caso de fracasso, após o investimento de US$ 23,8 bilhões nos últimos 11 anos para desenvolver o SLS.
Folhapress





