O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse que as especulações sobre uso de armas nucleares na Ucrânia são “mentiras absolutas” e que “não há necessidade” de usar esse tipo de armamento no conflito. O ministro participou de uma conferência de segurança internacional nesta 3ª feira (16/8) em Moscou.
“Do ponto de vista militar, não há necessidade de usar armas nucleares na Ucrânia para atingir seus objetivos. O principal objetivo das armas russas é impedir um ataque nuclear. Seu uso está limitado às circunstâncias extraordinárias, conforme definido nos documentos de autorização de uso público, que está aberto à licença pública russa”, disse Shoigu durante seu discurso.
Shoigu também afirmou que o não uso das armas faz parte das “obrigações internacionais” firmadas por Moscou e acusou os Estados Unidos de enviar seus armamentos para a Síria. Segundo o ministro, as operações militares na Ucrânia já eram planejadas pela Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte), que havia aumentado o envio de tropas ao redor do país e falou também sobre o envio de “super-armas” à Ucrânia.
Ao falar sobre o New Start (Tratado de Redução de Armas Estratégicas), firmado pela Rússia e EUA para controlar o uso de armas nucleares, Shoigu afirmou que a situação é “complicada” e as negociações se tratam de uma “via de mão dupla”. “Do lado russo, as obrigações estão sendo cumpridas, os níveis declarados de porta-aviões e ogivas são mantidos dentro dos limites estabelecidos”, disse.
Em 1º de agosto, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que seu governo “está pronto” para dialogar com a Rússia sobre um novo tratado de controle de armas nucleares que substituirá acordo.
O acordo consiste em reduzir os testes nucleares e estabelecer uma fiscalização mútua entre EUA e Rússia. Foi assinado em 2010, durante o governo de Barack Obama, e está em vigor desde 2011.
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