O mundo chega à marca de 8 bilhões de habitantes nesta terça-feira, 15, de acordo com projeção da Organização das Nações Unidas (ONU). A organização diz que o número é resultado do crescimento populacional acelerado ao longo do último século, principalmente devido ao aumento da expectativa de vida. Grande parte do crescimento está em nações em desenvolvimento na África.
A população mundial levou até o ano 1800 para chegar a 1 bilhão de habitantes e há 100 anos ainda não havia atingido 2 bilhões. No entanto, foram necessários apenas 12 anos para o mundo passar de 7 bilhões para 8 bilhões.
Apesar do aumento acelerado do último século, o crescimento populacional diminui acentuadamente há décadas: a taxa de crescimento anual atingiu um pico de 2,2% em 1964 e caiu constantemente para menos de 1%. Segundo as estimativas da ONU, serão necessários pelo menos 15 anos para que o mundo alcance o próximo bilhão de pessoas.
A ONU espera que o mundo tenha cerca de 9,7 bilhões de pessoas até 2050 e 10,4 bilhões até 2080, para permanecer neste nível até pelo menos 2100.
Conforme relatório, embora a expectativa de vida no mundo tenha caído para 71 anos em 2021, em razão da pandemia da covid-19, estima-se que a expectativa de vida atinja 77,2 anos em 2050.
Atualmente, o crescimento populacional está concentrado em poucos países, com mais da metade do aumento populacional previsto até 2050 ocorrendo em apenas oito: República Democrática do Congo, Egito, Etiópia, Índia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Tanzânia. Muitos estão concentrados no continente africano.
A ONU reiterou que não há razão para “alarmismo” demográfico e lembra que a melhor maneira de retardar o crescimento populacional é incentivar o desenvolvimento, especialmente para as mulheres.
Os dados mostram que nos países mais avançados as taxas de fertilidade tendem a cair e, por exemplo, 60% da população mundial vive agora em lugares onde as taxas de fertilidade estão abaixo do nível de reposição, enquanto que são os países menos desenvolvidos que continuam a ver o crescimento populacional.
AP e EFE





