17/09/2026

Morre a escritora Nélida Piñon, primeira mulher eleita presidente da ABL.

A escritora brasileira Nélida Piñon morreu neste sábado, 17/12, aos 85 anos, em Lisboa. Primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras (ABL) em 100 anos (1996-1997), ela era titular da cadeira 30 da instituição carioca e sucedeu o crítico literário Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989).

Nascida e criada na cidade do Rio de Janeiro, mas com raízes na região da Galícia, na Espanha, ela é autora de romances como A República dos Sonhos (1985) e A Casa da Paixão (1973). Ao longo de sua trajetória de mais de 70 anos dedicados à literatura, ela criou mais de 20 obras, que foram publicadas em 30 idiomas. Entre as mais recentes está Um Dia Chegarei a Sagres (2020). Tebas do Meu Coração, romance de 1974, acaba de ganhar uma nova edição pela Record, que publica os livros de Nélida.

Nélida Piñon ela estava em viagem por Portugal – tinha passado recentemente também pela Espanha – quando passou mal por problemas nas vias biliares. Há cerca de 10 dias, ela foi submetida a uma operação de emergência, teve um pós-operatório complicado, chegou a ficar na UTI, mas tinha sido transferida para o quarto recentemente.

A Academia Brasileira de Letras está providenciando o traslado do corpo ao Brasil e realizará o velório em sua sede, no Rio. Ainda não há previsão de data. As informações foram confirmadas por Antonio Carlos Secchin, membro da Academia Brasileira de Letras. A sessão da saudade será realizada pela ABL no dia 2 de março, quando Nélida será homenageada e será declarada aberta sua vaga, aos novos candidatos a imortal.

Vida e obra de Nélida Piñon

Nélida Piñon nasceu no dia 3 de maio de 1937, no Rio de Janeiro. Formou-se em jornalismo Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), escreveu para diferentes publicações.

Em 1961, lançou seu primeiro trabalho, Guia-mapa de Gabriel Arcanjo. Logo depois, viriam os livros de contos Tempo das frutas e Sala de Armas e os romances Fundador e A Casa da paixão. Primeiros momentos de uma carreira de enorme sucesso, que veria também o lançamento de obras marcantes da literatura nacional, como A República dos Sonhos, A Doce Canção de Caetana e O Calor das Coisas.
Estadão

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