A Audiência Provincial de Barcelona adiou para a semana que vem a decisão sobre o futuro de Daniel Alves –se o brasileiro continuará em prisão provisória ou se aguardará em liberdade pelo julgamento do processo em que é acusado de agressão sexual.
A decisão de estender o tempo de avaliação do recurso apresentado pela defesa não foi justificada ou comunicada oficialmente, mas fontes judiciais com acesso ao processo revelaram que um parecer está previsto para terça-feira (21/02).
Esperava-se que uma decisão fosse divulgada ainda na quinta-feira (16), mas a programação da Sala 3 da Audiência previa o julgamento de outros casos, o que tornou inviável um parecer imediato.
Depois, esperava-se que a conclusão da análise do recurso da defesa acontecesse nesta sexta (17), mas os membros da mesa pediram mais tempo para avaliar o caso.
Foram à Audiência Provincial na quinta-feira os advogados de Daniel Alves, da denunciante e a procuradora do Ministério Público Espanhol.
O jogador não estava convocado para comparecer. Os membros da Audiência avaliam se o recurso da defesa, que pede a saída do brasileiro da prisão, será aceito ou negado.
Daniel Alves está em prisão provisória desde 20 de janeiro no complexo penitenciário de Brians, a cerca de 40km de Barcelona.
Ele é acusado por uma mulher de 23 anos, que afirma ter sido estuprada na noite de 30 de dezembro, no banheiro de uma área VIP da discoteca Sutton, na capital catalã.
O encontro entre a defesa de Daniel Alves, a advogada da denunciante e a procuradora do Ministério Público Espanhol com os magistrados da Sala 3 da Audiência tinha como objetivo permitir que as partes apresentassem os argumentos a favor e contra a liberação do jogador.
Na semana passada, o recurso da defesa foi entregue à Sala, assim como as contestações da acusação.
No entanto, o advogado Cristóbal Martell aproveitou o tempo que tinha para rebater novamente a versão da vítima -como já havia feito no recurso. Em sua intervenção, o advogado mudou a versão dada pelo jogador até agora, afirmando que houve uma relação sexual com penetração e consentida.
A advogada da denunciante, Ester García López, usou seu tempo na Audiência para argumentar que, mesmo com todas as medidas cautelares que Daniel Alves diz estar disposto a adotar, o risco de fuga da Espanha persiste.
UOL





