O governo da Itália resgatou, neste sábado (11/3), mais de 1.500 refugiados que estavam em barcos na costa do país. A operação acontece duas semanas após 74 migrantes morrerem no naufrágio de um navio perto de Crotone, no sudoeste da nação europeia.
A guarda costeira italiana anunciou que uma de suas embarcações retirou 500 migrantes de um barco a mais de 160 quilômetros da costa e, posteriormente, levou-os para a cidade de Reggio Calabria, no sul do país. Outras 379 pessoas foram resgatadas de outro navio nas proximidades.
Um terceiro barco, esse de pesca, carregava 487 migrantes. Todos foram escoltados para o porto de Crotone. Por fim, autoridades locais disseram que 200 pessoas foram resgatadas de uma quarta embarcação na costa da Sicília e transportadas para Catânia.
“Os resgates foram complexos devido aos barcos sobrecarregados com migrantes e às condições desfavoráveis do mar”, disse a guarda costeira em um comunicado.
Mais de 17 mil migrantes chegaram à Itália desde o início do ano –nesta semana, foram cerca de 4.000. Em comparação, no mesmo período de 2022, o país recebeu 6.000 refugiados. O número só não é maior este ano porque ao menos 300 pessoas morreram tentando cruzar o Mediterrâneo em direção à Europa, de acordo com as Nações Unidas.
Os dados, além de evidenciarem a crise migratória no continente, pressionam o governo da primeira-ministra da Itália, a ultradireitista Giorgia Meloni. Ela assumiu o cargo em outubro, prometendo reduzir o fluxo de refugiados que chegam ao país, mas desde então tem enfrentado o movimento oposto.
Os resgates deste sábado, aliás, acontecem no mesmo dia em que autoridades italianas encontraram o corpo de uma jovem desaparecida durante o naufrágio em Crotone. Outras 30 pessoas não tiveram seu paradeiro estabelecido —o governo afirma que elas provavelmente morreram—, e 79 sobreviveram. O navio havia partido de Izmir, na Turquia, e carregava pessoas do Afeganistão, Irã, Paquistão e Síria.
AFP e Reuters





