A guerra na Ucrânia completa três meses nesta terça-feira (24/5), com os combates concentrados no leste do país, onde as tropas da Rússia pretendem acabar com os últimos focos de resistência na região de Lugansk, na bacia de mineração do Donbass.
Depois de afastar as forças invasoras das duas grandes cidades do país, a capital Kiev e Kharkiv (nordeste), os ucranianos admitem “dificuldades” para conter o avanço russo no Donbass, que inclui as regiões de Lugansk e Donetsk.
“As próximas semanas de guerra serão difíceis”, advertiu na segunda-feira à noite o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“Os ocupantes russos se esforçam para demonstrar que não abandonarão as zonas ocupadas da região de Kharkiv (nordeste), que não entregarão a região de Kherson (sul), os territórios ocupados da região de Zaporizhzhia (sudeste) e o Donbass (leste)”, insistiu.
A situação é “extremamente difícil” no Donbass, onde os russos tentam “eliminar tudo o que está vivo”, afirmou Zelensky.
As Forças Armadas ucranianas afirmaram nesta terça-feira no Facebook que as tropas russas executam “operações ofensivas” ininterruptas na região e acrescentaram que “o inimigo está aplicando fogo intenso em toda a linha de contato”.
A Rússia concentra o ataque no reduto de resistência ucraniano de Lugansk, com a tentativa de cercar as cidades de Severodonetsk e Lysychansk, separadas pelo rio Donets.
Apesar dos bombardeios, muitos moradores se recusam a fugir.
Depois da queda de Mariupol, destruída por um longo cerco, Severodonetsk representaria uma grande conquista de Moscou no Donbass, controlado parcialmente desde 2014 por separatistas pró-Rússia.
As consequências do conflito são cada vez maiores: os preços da energia dispararam e o mapa de segurança da Europa deve mudar, com os pedidos de adesão à Otan de Suécia e Finlândia.
Em três meses, milhares de pessoas, civis e militares, morreram, mas não há um balanço preciso.
Somente em Mariupol, as autoridades calculam 20 mil vítimas fatais.
Com Agências





