Este dia 24 de agosto marca a independência da Ucrânia da União Soviética, há 31 anos. Porém, neste ano, a data também simboliza seis meses desde o início da invasão russa contra o país do Leste Europeu.
As tensões e conflitos entre as duas nações se intensificaram a partir de 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia.
A guerra atual mexeu com o cenário geopolítico internacional, sendo classificada por alguns líderes mundiais como a “maior crise de segurança na Europa desde a Guerra Fria”.
Além dos impactos imediatos, como mais de dois milhões de refugiados, mortes e a saída de empresas da Rússia, outras questões devem continuar repercutindo por meses mesmo após o conflito — que não tem um fim à vista no horizonte próximo.
O primeiro ponto inesperado desta guerra é a duração dela. Contrariando a análise de diversos analistas políticos e militares — que avaliavam que uma incursão russa poderia cumprir seus objetivos em poucos dias ou até horas — já se vão seis meses de batalha.
A estratégia russa se difere da praticada, por exemplo, pelos Estados Unidos, que é de uma incursão rápida. Por exemplo, a guerra da Chechênia, em que a Rússia esteve envolvida, que se estendeu por um período de tempo parecido.
A guerra tensionou as relações diplomáticas principalmente entre o bloco europeu e a Rússia, mas também gerou reações de outras nações como os Estados Unidos, China, Turquia, Belarus entre outros.
A Europa é grande consumidora da energia fóssil proveniente da Rússia, fazendo com que muitas vezes o termo “dependência” surgisse nas discussões sobre o conflito e suas possíveis consequências.
Um outro fato que pode ser considerado como inesperado é, na verdade, um dos principais atores do conflito: o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
O ex-comediante interpretava um personagem que também era um ator e que, de repente, se tornou chefe de Estado. A realidade não seguiu um roteiro muito diferente.
Zelensky permaneceu no país nos primeiros momentos da guerra, mesmo recebendo propostas de outras nações, incluindo os Estados Unidos, para que fosse levado para outro local. Além disso, constantemente aparece em mensagens de vídeo para a população e fez discursos em muitos Parlamentos do mundo.
CNN Brasil





