O ditador da Belarus, Aleksandr Lukachenko, disse nesta quinta-feira (21/7) que Ocidente, Rússia e Ucrânia devem pôr fim ao conflito em território europeu para evitar uma escalada para uma guerra nuclear.
“Vamos, vamos parar. Não devemos ir mais longe. Para além disso, é o precipício, é a guerra nuclear. A gente não pode chegar lá”, afirmou Lukachenko à agência de notícias AFP. “É preciso ouvir, parar esse caos, a operação [invasão russa ao vizinho] e a Guerra da Ucrânia”.
Para o ditador, cabe a Kiev aceitar concessões e retomar diálogos com autoridades russas. Esta é, segundo ele, a única saída para o conflito. “Tudo depende da Ucrânia”.
As declarações foram feitas quase cinco meses após as forças de Vladimir Putin invadirem a Ucrânia. Principal aliado de Moscou, Lukachenko permitiu que tropas russas usassem o território da Belarus como trampolim durante a invasão e lançassem ataques contra a infraestrutura militar ucraniana.
Reiterando fala de Putin de que as Forças Armadas russas não estão usando força máxima, Lukachenko afirmou ainda que Kiev deve aceitar as imposições de Moscou no conflito.
Uma delas é o compromisso de nunca abrigar em seu território armas que possam ameaçar a Rússia. Outra é aceitar que regiões ocupadas no leste e sul da Ucrânia foram perdidas. “Poderia haver dúvidas em fevereiro ou março, mas agora é indiscutível [que os territórios foram perdidos]”, disse.
O ditador ainda voltou a acusar o Ocidente pelo início da guerra e afirmou que as sanções impostas à Rússia são “estúpidas”. AFP





