O Ministério da Saúde ampliou a vacinação com a dose de reforço bivalente contra a Covid-19 para toda a população acima de 18 anos. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira (24/4).
De acordo com a pasta, cerca de 97 milhões de brasileiros podem procurar as unidades de saúde.
Cada estado deve definir como será o esquema de vacinação. Em São Paulo, a Secretaria da Saúde do estado disse que espera a chegada de uma nota técnica do ministério, o que deve acontecer nesta terça (25), e que avalia quantas doses têm os municípios para oferecer a imunização.
Deve tomar a bivalente quem já recebeu, pelo menos, duas doses de vacinas monovalentes (Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer), respeitando um intervalo de quatro meses da última dose.
A vacina, que contém uma mistura da cepa original do vírus de Wuhan, na China, e as variantes da ômicron BA.4 e BA.5, oferece maior proteção contra a ômicron e as linhagens em circulação do vírus da Covid.
A FDA (agência que regula medicamentos nos EUA) publicou na última terça-feira (18) uma recomendação de novo reforço da vacina bivalente em indivíduos com 65 anos ou mais que receberam o primeiro reforço bivalente há pelo menos quatro meses, o que ainda não vale no Brasil.
De acordo com o órgão, os grupos de indivíduos com mais de 65 anos ainda representam uma parcela mais vulnerável para adoecimento grave, hospitalização e óbito, por isso estão aptos a uma nova dose da vacina que protege contra a ômicron e suas variantes.
A agência amerciana também recomenda que indivíduos imunocomprometidos, como transplantados, pessoas em tratamento de câncer ou portadores de doenças autoimunes também podem receber um novo reforço da bivalente com intervalo de no mínimo dois meses desde a última dose recebida.
Em estudos clínicos em todo o mundo, a vacina se mostrou segura e eficaz.
Folhapress





