O grupo de países do G20 emitiu uma declaração na 4ª feira (17/11) com o encerramento do evento em Bali, na Indonésia. O documento informa que, durante as discussões da cúpula, a “maioria” de seus integrantes “condenou veementemente” a Rússia pela guerra na Ucrânia.
A declaração pontua, porém, que “havia outros pontos de vista e diferentes avaliações da situação e sanções”, indicando relutância na aprovação de uma reprimenda mais forte contra Moscou como almejado por EUA e União Europeia.
A própria Rússia, representada pelo ministro das Relações Exteriores Sergey Lavrov, optou por não apresentar um veto pro forma nem uma declaração à parte para não explicitar o crescente isolamento no palco internacional, segundo o jornal El País.
Lavrov abandonou o encontro ainda no 1º dia, acusando o evento de politização e criticando a Ucrânia por exigir condições “irreais” para encerrar a guerra. Ele foi substituído pelo ministro das Finanças, Anton Siluanov.
Ao longo de 2022, resoluções condenatórias apresentadas na Assembleia Geral das Nações Unidas e no Conselho de Segurança da ONU também não tiveram o apoio de China e Índia. Os países preferiram adotar posição neutra ao pedir o fim da guerra sem aplicar sanções sobre a Rússia.
A declaração desta 4ª (16) reconhece que o G20 “não é o fórum para resolver questões de segurança”, mas que tópicos dessa natureza podem ter “consequências significativas” para a economia global, principal seara discutida nos encontros.
Poder360





