Multidões de britânicos saíram às ruas nesta segunda (19/9) para enfim se despedir da rainha Elizabeth 2ª, soberana mais duradoura da história do Reino Unido. Ela morreu aos 96 anos, há exatos 11 dias.
A cerimônia teve início por volta das 6h40 (horário de Brasília), quando o caixão foi levado da plataforma onde era exibido desde a quarta-feira —e onde foi visitado por milhares de britânicos— até a carruagem da Marinha Real.
O trajeto entre o Salão de Westminster a abadia de mesmo nome foi então liderado por quase 150 marinheiros. Atrás vinham os filhos da rainha, o rei Charles 3º e seus irmãos, a princesa Anne e os príncipes Andrew e Edward, e os filhos do rei, os príncipes William e Harry.
Todos usavam uniformes militares. As exceções eram os príncipes Andrew e Harry afastados da monarquia —o primeiro por causa de um escândalo sexual, o segundo após seu casamento com a atriz Meghan Markle.
Ao chegar na abadia, juntaram-se ao cortejo a rainha consorte, Camilla; a esposa de William, a princesa Kate; e os filhos mais velhos do futuro herdeiro do trono, o príncipe George e a princesa Charlotte.
Como em procissões anteriores, o caixão foi coberto por uma bandeira com o estandarte real e um arranjo de flores. Desta vez, colhidas nos jardins do Palácio de Buckingham, Clarence House e Hilgrive House, e feito de maneira sustentável a pedido do rei Charles, historicamente engajado no ativismo ambiental.
O caixão da rainha encontrou os cerca de 2.000 convidados para o evento, muitos deles chefes de Estado, já sentados em seus lugares. A cerimônia foi liderada pelo reverendo David Hoyle, e líderes religiosos e políticos fizeram leituras, incluindo a nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss.
O funeral também teve sermão do arcebispo de Canterbury, Justin Welby. “Nós todos encararemos o piedoso julgamento de Deus. Todos podemos compartilhar a esperança da rainha que, na vida e na morte, lhe inspirou sua liderança servil”, disse ele. ” Serviço na vida, na esperança e na morte. Todos os que seguirem o exemplo da rainha, e a inspiração de verdade e fé em Deus, poderão dizer com ela: ‘Vamos nos encontrar de novo’.”
Folhapress





