O First Citizens Bank, um dos maiores bancos regionais dos EUA, fechou acordo para comprar o Silicon Valley Bank (SVB), mais de duas semanas após a quebra do SVB abalar o setor bancário e derrubar os mercados financeiros globais.
A transação envolve a venda de US$ 119 bilhões em depósitos e cerca de US$ 72 bilhões em empréstimos do SVB, com desconto de US$ 16,5 bilhões. Cerca de US$ 90 bilhões em títulos do SVB permanecerão em liquidação judicial, segundo comunicado divulgado pelo Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC), no domingo (26/3) à noite.
As 17 ex-agências do SCB reabrirão como First Citizens Bank a partir desta segunda-feira (27).
Reguladores federais dos EUA tomaram o controle do SVB, que tem sede em Santa Barbara (Califórnia), em 10 de março. A quebra deflagrou um movimento de pânico que levou ao colapso também do Signature Bank e à intervenção federal, numa tentativa de estabilizar o sistema bancário americano.
Para o presidente do Mauá Bank S/A, Ricardo Heringer, o apoio dos governos aos bancos e o “socorro” do mercado a essas instituições, sejam injetando dinheiro emergencial ou negociando fusões é uma saída inteligente e que evita o colapso: “o mercado volta a uma espécie de “normalidade”, uma calmaria necessária, prudente, ainda que com um alerta ligado. E isso tudo em conjunto é um pilar importante. Em contrapartida, as criptomoedas sofrem desvalorização com essa “mãozinha” dos governos as instituições mais sólidas. É a volatilidade. O que não deixa de estar certo,” diz Ricardo Heringer.
Com Agências





