A Finlândia decidiu solicitar a adesão à Otan (Aliança do Tratado do Atlântico Norte), anunciaram neste domingo (15/4) o presidente e a primeira-ministra do país, abandonando décadas de não alinhamento militar após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
“É um dia histórico. Começa uma nova era”, declarou o presidente finlandês, Sauli Niinistö, em uma entrevista coletiva, ao oficializar o que vinha sinalizando que faria desde a semana passada.
“Conseguiremos segurança e a estenderemos para a região do mar Báltico e para toda a aliança”, disse ele a repórteres.
O Parlamento finlandês deve examinar na segunda-feira o projeto de adesão, mas analistas consideram que a grande maioria dos congressistas apoia a iniciativa. A Suécia também deve solicitar o ingresso no tratado, seguindo Helsinque e abandonando décadas de neutralidade.
A Finlândia, que compartilha uma fronteira de 1.300 quilômetros com a Rússia, permaneceu como um país não alinhado durante 75 anos. Mas depois que a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia em fevereiro, o consenso político e a opinião pública se inclinaram a favor da adesão à aliança militar.
O presidente finlandês e a primeira-ministra Sanna Marin tinham anunciado na quinta-feira que eram favoráveis a uma adesão “sem demora” à Aliança Atlântica.
Moscou advertiu em várias ocasiões para consequências caso Helsinque e Estocolmo se juntassem à aliança.
No sábado, Niinistö ligou para o colega russo, Vladimir Putin, para comunicar que o país estava prestes a solicitar a adesão. Putin respondeu que seria um erro o país abandonar sua neutralidade e se unir ao tratado.
Mais reticente em abandonar uma neutralidade que remonta ao século 19, a Suécia também caminha rapidamente para oficializar uma candidatura à aliança militar.
O próximo passo seria uma solicitação formal do governo de Andersson.
Em paz desde as guerras napoleônicas, a Suécia tem sido mais relutante em deixar de lado seu não alinhamento do que a Finlândia, que travou um conflito sangrento com a União Soviética no século 20.
Folhapress





